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10/05/2008

Quando o amor é livre

 

 

                                                                                      

Avós são o amor na forma delicada… Suave! É o amor despretensioso, desprendido … É quando não há regras e nem exigências. É o amor que está livre. Outrora foram amor presos em gaiolas, quando tinham que educar, disciplinar e instruir os filhos. Mas, quando estes filhos se tornaram netos, o amor voou. Foi alto!

As histórias mais ternas são aquelas que remetem aos nossos avós.

Eu posso fechar os olhos e sentir novamente todas as sensações que o carinho deles me trouxe. Eu sinto o cheiro do biscoito frito que só a vovó Maria sabe fazer… O ar fresco da roça, o dia começando e meu avô Ulisses no curral… As férias em que eu pisava na grama e fazia casinhas debaixo dos pés de jabuticaba. Os beliscõezinhos que meu avô nos dava por não saber nos acarinhar de outra forma.

E assim, de uma saudade gostosa da minha avó paterna Izaltina. Quando me chamava de bonequinha e dizia que eu era parecida com toda atriz de cabelo preto e cacheado feito o meu! Sinto falta de um avô Francisco, que foi pouco tempo antes que eu nascesse … Das histórias que contam dele! De sua severidade, do corpo pequeno e magro.

Avós são personagens de delicadezas. Como a avó de uma amiga minha, que em tempos frios, acordava mais cedo e mornava a água para que os netinhos lavassem o rosto em água quentinha. Como a outra avó que fazia na panelinha separada a comida da netinha que não gostava de cebola… Fatos de um carinho que não aguarda retorno, é doação intensa.

Nesses tempos em que vemos os valores familiares perdendo a força, é bom lembrar de um amor que não tem preço.

Beijo dona Maria, Sr Ulissinho… Saudade dona Izaltina, a bênção Sr. Chiquinho.

 


Escrito por Cristiane Mendonça Almeida às 11h55
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