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06/02/2008

Minha mãe menininha.

 

“Sua irmã?”, “Sua tia?...”. Nãooo! Minha mãe... Tudo bem, além da aparência jovem, ela tem mesmo um jeito bem diferente das mães que eu conheço... A Naza, como minha mãe prefere ser chamada, vive mesmo como a chará: voltada para o espaço...

            Engraçadíssima... Tem um tipo de humor infantil. Ela é capaz de dizer as coisas mais sinceras num tom simples e objetivo . E por quê não? Ingênuo. Seguido sempre de um “né?...” Como quem diz: Concorde comigo!

            _ Mãeeeeeeeeee... Que é isso??? 

            Não adianta. Ela já falou e ainda tenta explicar... Fica sempre pior !

            Nunca fez o tipo dona-de-casa lava, limpa e cozinha. Nada, nada... Prática, ela me ensinou que é besteira passar roupa de cama... Vai amassar mesmo! Além de outras filosofias de vida: “A pior besteira que uma pessoa pode fazer é casar!”, “Enfeite de casa só serve para juntar poeira”, “Deixa dormir no chão, faz bem para coluna!...” e etc, etc...

            De uma simplicidade cômica, às vezes penso em ir ao psicólogo resolver algumas coisas que ela me fez passar... Mas, depois penso bem e começo a rir... Hoje quando me lembro é até engraçado!

            Como aquela vez que ela costurou para mim um vestidinho para dançar quadrilha. Para “dançar quadrilha” ele era lindo... Xadrez de preto e branco, tinha os punhos, a gola e o barrado de tiras vermelhas. Fiquei mesmo uma gracinha nele... Nove aninhos, rostinho angelical e duas trancinhas compridas à moda caipira. O fato é que ela deve ter me achado linda mesmo com aquele vestido... Porque só isso pode explicar ela ter me “obrigado” a sempre usá-lo nos lugares que íamos: era festinha de colegas, festa na cidade e até teatro... Eu batia o pé, chorava... Mas, ela sempre foi teimosa de doer e eu sempre cedia. Queria sair né? Triste era ter que ouvir as amiguinhas, naquela franqueza infantil, dizerem: “Esse seu vestidinho é de quadrilha não é?...”  E sempre que comento essa história, minha mãe dá altas gargalhadas e diz: “Mas, o vestido era lindo. Nem parecia ser de quadrilha!”

            Ai ai ai...

            Fora o estilo “natureba”. É chá para tudo quanto é coisa: para pele, para a região dos olhos, para o intestino... Remédio só mesmo natural! Dia desses apareceu lá em casa uma garrafada – um vidro onde as pessoas misturam todo tipo de ervas e depois tomam. Na garrafa estava escrito: “Bom para o derrame...” Não consegui me conter e disse:

            _ Iiiiiiiiiii mãe ... Se eu fosse você não tomava isso não!

            _ Por que menina?

            _ Uai bom para derrame... No mínimo ele teria que ser “para evitar o derrame" ...

            Mas, nenhuma dessas piadinhas a convence. Ela continua no seu estilo mãe menininha de ser. Alheia às prendas do lar e ao tipo coruja. E gosto mesmo dela por isso e por tantos outros motivos. Desligada, fora dos padrões e bem moderninha: mesmo morando numa pequena cidade sua cabeça é acima. Nunca teve tabus, desconfianças... Aquele tipo de mãe que cria filho descalço na rua, não pergunta o que eu estava fazendo por ter chegado de madrugada. É como ela diz: “Notícia ruim chega depressa!” Jamais vai perder noite de sono pensando em coisas que "podem" acontecer...

            E eu bem sei, que minha mãe tem um estilo de vida e maneiras de pensar que poucos têm coragem de admitir...


Escrito por Cristiane Mendonça Almeida às 12h16
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04/02/2008

                                                         Menos técnica

PROTESTO. Verdade mais que verdadeira que não quero mesmo saber o cargo que você ocupa, o carro que dirige e ai meu Deus!,  odeio quando os homens tentam dar uma noção de quanto é o  salário deles.

Sou tão fácil menino! Por mais moderna que nós mulheres tenhamos que ser, prefiro me enganar por coisas menos burocráticas. Engano-me com um buquê de rosas vermelhas, doces palavras e um telefonemazinho piegas do gênero “Liguei só pra te desejar bom dia!”.Já que eu tenho a impressão que quando um homem se valoriza pelo o que tem, algo dele é bem falho. E pense o que quiser! Esse “falho” vai desde estranhezas de caráter, tais como jogar cueca suja em cima da cama ou arrotar escandalosamente; até mesmo ao dito órgão sexual masculino – talvez,  muito pequenininho ou muito torto, tipo aquelas placas de trânsito “vire à esquerda”. E quando dúvidas como essas pairam no ar, eu prefiro mesmo dizer que tenho que ir embora e jamais, sobre hipótese nenhuma, ceder meu número de celular.

Gosto de homens que adoram uma reflexão banal, tipo papo de boteco: começamos a falar sobre o movimento do bar, passamos pelas pessoas que ali estão, vamos aos casos engraçados de família e terminamos falando besteiras de astrologia. Já que nessa hora podemos estar meio embriagados e para tontos, todo assunto é interessante.

Prefiro o gênero “homem que me faz rir”... Desses que admitem pequenos pecados e não esperam que uma mulher tire onda de “gostosa difícil”. Naturalidade sabe? Coisinha difícil hoje em dia.

Por isso, meus caros! Vamos desmistificar... Homens não são todos iguais e nem todas mulheres se interessam mais pela conta bancária do que por vocês. Tenho dito!

 


Escrito por Cristiane Mendonça Almeida às 23h57
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